É difícil imaginar minha vida sem o inglês. Desde pequeno tenho verdadeiro fascínio pelo cinema holywoodiano e pelos seriados de televisão norte-americanos. Apesar de eu não ter fluência na língua inglesa na época, tenho certeza de que meu ouvido ficou treinado para ouvir aquele idioma estranho falado pelos heróis da minha infância, que para serem entendidos me obrigavam a ler as letrinhas que passavam embaixo.
Por iniciativa própria e apoiado pela minha família, que descende da Irlanda, comecei a estudar inglês aos 6 anos, porém confesso nunca ter tido muita paciência para métodos convencionais de ensino e acabei desistindo, mas o prazer em ouvir e a ânsia para compreender o inglês continuava a aumentar.
Consequentemente acabei me interessando por outros aspectos da cultura americana: literatura, esportes, gastronomia, etc. Antes mesmo de atingir a adolescência e, mesmo sem ter concluído formalmente um curso de inglês, eu já conseguia pensar em inglês e, muitas vezes, achava mais fácil expressar uma idéia usando o idioma da rainha do que o português.
Com o passar do tempo isso foi se tornando cada vez mais forte e após algumas temporadas morando nos Estados Unidos percebi que eu já nem sabia mais qual era a minha língua-mãe. Gostava mais de futebol americano do que do nosso esporte bretão e já preferia um triple whopper do Burger King do que o arroz com feijão da vovó.
Eis que em um belo dia resolvi perguntar à minha amiga Adriane como ela selecionava tradutores (até então eu traduzia algumas coisas informalmente para amigos, familiares, etc.) e ela me enviou um teste e decidiu me aceitar no quadro de colaboradores da ABS. Inicialmente eu queria apenas um complemento para meu orçamento, mas hoje traduzir e interpretar são atividades que eu simplesmente adoro. Gosto muito mais de fazer as traduções do que do meu outro trabalho... quem sabe um dia a Adriane me contrate como funcionário fixo e eu trabalhe para a ABS full time hehehe... aí poderei ser chamado de Tradutor/Intérprete. Oba!