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Avaliando Risco e Resiliência para Transtorno Bipolaridade
07. 08. 2010
ABS Tradutor, tradução - Pesquisadores de Londres obtiveram insight das mudanças na estrutura cerebral que correspondem ao transtorno bipolar e por que alguns parentes próximos que têm o transtorno não o desenvolvem.

Num estudo publicado em 2 setembro no Journal of Neuroscience, os pesquisadores examinaram ressonâncias magnéticas de 30 pacientes com transtorno bipolar e 50 de seus parentes próximos (prole ou irmãos), bem como um grupo de controle de 50 não-parentes sem o transtorno. Eles descobriram que as pessoas com risco genético para o transtorno (independente serem bipolares) tinham volume maior na ínsula esquerda, região responsável por sensações físicas que se originam das emoções, como por exemplo “o frio no estômago” resultante de nervosismo.

“Embora [seja] interessante, este achado não nos diz quem ficará bem ou quem desenvolverá um transtorno do humor”, diz a pesquisadora-chefe Sophia Frangou, do Instituto de Psiquiatria no King’s College, em Londres.|

Outros achados não mostraram uma correlação entre estruturas cerebrais específicas e o desenvolvimento do transtorno bipolar, contudo. A análise das ressonâncias revelou um volume da substantia nigra maior em pacientes bipolares. Localizada no mesencéfalo, essa região liga a emoção ao movimento.
“Seu envolvimento no transtorno bipolar … provavelmente está conectado à hiperatividade que os pacientes mostram durante períodos de mania”, diz Frangou.

Os pesquisadores também descobriram semelhanças na estrutura do cérebro em parentes que careciam de sintomas psiquiátricos. Nesses indivíduos, o cerebelo esquerdo mostrou-se aumentado. “Parece que [um cerebelo maior] ajuda a equilibrar as reações emocionais e pode, portanto, contribuir para a resiliência a transtornos do humor”, diz Frangou.

Os pesquisadores planejam examinar o efeito que os genes do risco de transtorno bipolar têm sobre a cognição e sobre a estrutura e função do cérebro. Num esforço para identificar pacientes de alto risco, eles também estão colaborando com colegas que são especializados em bioinformática, diz Frangou: “Estamos trabalhando juntos para implementar métodos estatísticos mais sofisticados para usar dados biológicos, tais como os resultados deste estudo, para desenvolver testes de diagnóstico.”

Fonte: http://www.dana.org/news/brainwork/detail.aspx?id=23432

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